quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

JOGOS INFANTIS (1560) - PIETER BRUEGEL



Mostra cerca de 250 personagens participando de 84 brincadeiras, em 1560.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

PAIS MAUS


Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão. Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”. Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes“não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.” As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar. Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles. Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos “PAIS MAUS”, como os nossos foram. Dr. Carlos Hecktheuer Médico Psiquiatra Passo Fundo - RS






domingo, 5 de janeiro de 2014

VIDA BOA X BOA VIDA

No mundo de hoje, há boa vida e há vida boa.

Boa vida é bem-estar.
Vida boa é estar bem.

Por isso, temos criaturas de boa vida e criaturas de vida boa.

As primeiras servem a si mesmas.
As segundas respiram no auxílio incessante aos outros.

A boa vida tem rastros de sombra.
A vida boa apresenta marcas de luz.

A desordem favorece a boa vida.
A ordem garante a vida boa.

Palavra enfeitada costuma escorar boa vida.
Bom exemplo assegura vida boa.

Preguiça mora na boa vida.
Trabalho brilha na vida boa.

Ignorância escurece a boa vida.
Educação ilumina a vida boa.

Egoísmo alimenta a boa vida.
Caridade enriquece a vida boa.

Indisciplina é objetivo da boa vida.
Disciplina é roteiro da vida boa.

Vejamos as lições do Evangelho.

Madalena, obsidiada, perdera-se nos encantos da boa vida, mas encontrou em nosso Divino Mestre a necessária orientação para vida boa.

Zaqueu, afortunado, apegara-se em demasia às posses efêmeras da boa vida, entretanto, ao contato de Nosso Senhor, aprendeu como situar os próprios bens na direção da vida boa.

Judas, os discípulo invigilante, procurando a boa vida, entregou-se à deserção, e sentindo extrema dificuldade para voltar à vida boa, foi colhido pela loucura.

Simão Pedro, o apóstolo receoso tentando conservar a boa vida, instintivamente, negou o Divino Amigo por três vezes numa só noite, entretanto, regressando, prudente, à vida boa, abraçou o sacrifício pela própria ascensão, desde o dia de Pentecostes.

Pilatos, o juiz dúbio, interessado em desfrutar boa vida, lavou as mãos quanto ao destino do Excelso Benfeitor, adquirindo o arrependimento e o remorso que o distanciaram da vida boa.

Todos os que crucificaram Jesus pretendiam guardar-se nas ilusões da boa vida, no entanto, o Senhor preferiu morrer na cruz da extrema renúncia para ensinar-nos o caminho da vida boa.

Como é fácil observar, nas estradas terrestres, há muita gente de boa vida e pouca gente de vida boa, porque a boa vida obscurece a alma e a vida boa mantém a consciência acordada para o desempenho das próprias obrigações.

Estejamos alertas quanto à posição que escolhemos, porquanto, pelo tipo de nossa experiência diária, sabemos com segurança em que espécie de vida seguimos nós.

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Sheilla
Chico Xavier

domingo, 24 de novembro de 2013

MARISTA CHAMPAGNAT- DF IN RIO


Estou escrevendo estas linhas retornando da viagem pedagógica ao Rio de Janeiro, com os estudantes das oitavas séries do Colégio Marista Champagnat. Todos descansam exauridos pelos três dias de intenso aprendizado, enquanto busco lembrar-me dos melhores momentos vividos pelo grupo de adolescentes. Alguns estão dormindo, sonhando, quem sabe com os bailes da corte no Museu Imperial, ou pegando carona com Santos Dumont no 14 Bis, imaginando sobrevoarem o Palácio de Cristal, Igreja São Pedro de Alcântara e o Palácio Rio Negro, entre tantos lugares encantadores da cidade de Pedro (Petrópolis-RJ). No Rio de Janeiro, que já foi o nosso Distrito Federal, com certeza imaginariam um voô de Zepelin pelo morro do corcovado, onde o Cristo Redentor daria as boas vindas à cidade maravilhosa, sobrevoando em seguida o Jardim Botânico, a Quinta da Boa Vista, o edifício colonial Paço Imperial, Palácio Tiradentes, Marquês de Sapucaí e tantos lugares inusitados. Os poucos que se encontram acordados, ouvindo sua música preferida, parecem relembrar um pouco da história do Brasil contada de várias formas, inclusive por meio das moedas, numa exposição no Centro Cultural do Banco do Brasil; ou talvez buscando na memória a visita ao belíssimo e acolhedor Colégio Marista São José, ou o visual das casas nos complexos morros cariocas ou ainda o fascínio com as belezas das praias do Leblon, Ipanema e Copacabana em pleno feriadão estadual. Sensações que povoam o imaginário dos adolescentes que tem o privilégio de participar das viagens pedagógicas do Colégio. Dormindo ou acordado, todos estão felizes por participarem desse momento único proporcionado pelas famílias e pelo Colégio Marista Champagnat. Cada estudante teve o seu momento especial e curtiu a viagem à sua maneira, e agora, retornam à Brasília-DF, com excesso de bagagem cultural e com a saudade dos momentos vividos, permanecendo o desejo de retornar e conhecer outros tantos lugares da cidade maravilhosa.

Autor: Aurélio Melo Ferreira, em 22/11/13.
Foto: Louisiane.

domingo, 3 de novembro de 2013

FERNANDO PESSOA

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

domingo, 12 de maio de 2013

MENSAGEM PARA AS MÃES



MÃES, Eduquem e preparem seus filhos para essa grande viagem que é a VIDA, Oriente-os sobre os mantimentos e equipamentos que deverão levar nessa grande e solitária jornada: VALORES MORAIS imprescindíveis à sua convivência e sobrevivência. Deem-lhes bons exemplos e a bússola chamada BÍBLIA que fará com que não se desviem do caminho, sobrevivendo às intempéries sem perderem a fé e a esperança. Talvez não presenciem a chegada dos vossos filhos ao porto seguro da EVOLUÇÃO ESPIRITUAL PLENA, mas terás cumprido a terna missão de evangelizar e a sabedoria de entender que eles terão sempre o livre-arbítrio para seguirem seus próprios caminhos. E não se esqueçam do exemplo maior: MARIA (maior educadora e maior exemplo de fé e resignação de todos os tempos) ao despedir-se do seu filho JESUS, crucificado dizendo: “Filho, obrigada por você existir. Obrigada pelo privilégio de ter cuidado de você! Você é inesquecível. Jamais esqueça que o amo. Vá em paz.” FELIZ DIA DAS MÃES!!

sexta-feira, 29 de março de 2013

BRIGA NA PROCISSÃO DA VIA-SACRA

Quando Palmeiras das Antas Pertencia ao Capitão Justino Bento da Cruz Não faltava diversão, Vaquejada, cantoria, Procissão e romaria: Sexta-Feira da Paixão. Na quinta-feira maior, Dona Maria das Dores No salão paroquial Reunia os moradores E após uma preleção Ao lado do Capitão Escalava a seleção De atrizes e de atores. O papel de cada um O Capitão escolhia. A roupa e a maquiagem Eram com Dona Maria. E o resto era disccutido, Aprovado e resolvido Na sala da sacristia. Todo ano era um Jesus, Um Caifás e um Pilatos. Só não mudava a Cruz E o verdugo e os maus tratos. O Cristo daquele ano Foi o Quincas Beija Flor, Caifás foi Cipriano E Pilatos, Nicanor. Duas cordas paralelas Separavam a multidão, Pra que pudesse entre eles Caminhar a procissão. O Cristo carregando a cruz, Foi não foi, advertia O centurão perverso Que com força lhe batia. Era pra bater maneiro Mas ele não entendia Devido ao grande pifão Que tomou naquele dia Do vinho que o capelão Guardava na sacristia. E o Cristo dizia: “Oh, rapaz vê se bate devagar”. “Já to todo encalombado, Assim não vou agüentar, Ta com gota pra doer. Ou tu pára de bater Ou a gente vai brigar. Jogo já esta cruz fora, To ficando revoltado, Vou morrer antes da hora De morrer crucificado”? Mas o pior que o malvado Fingia que não ouvia, Alem de bater com força Ainda se divertia. Espiava pra Jesus Carregando aquela cruz, Fazia pouco e dizia: “Que Cristo frouxo é você Que chora na procissão”? E Jesus, pelo que se sabe, Não era mole assim não. “Eu to é com pena, Tu vai ver o que é bom É na subida da ladeira Da venda de Fenelon Que o couro vai ser dobrado Até chegar no mercado A cuíca muda o tom”. Neste momento ouviu-se Um grito na multidão. Era Quincas que com raiva Sacudiu a cruz no chão E partiu feito maluco Pra cima do Bastião. Se travaram no tabefe Pontapé e cabeçada. Madalena levou pancada, Deram um bofete em Caifás Que até hoje não faz Nem sente gosto de nada. Desmancharam a procissão O cacete foi pesado. São Tomé levou um tranco Que ficou desacordado. Acertaram um cocorote Na careca do Timote Que até hoje está aluado. Até mesmo São José Que não é de confusão, Na ânsia de defender O filho de criação, Aproveitou a guararapa Pra dar um monte de tapa Na cara do bom ladrão. A briga só terminou Quando o doutor Delegado Interveio e separou: Cada um pro seu lado! Desde que o mundo se fez Foi esta a primeira vez Que o Cristo foi pro xadrez Mas não foi crucificado. Chico Pedrosa

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS

“...E eu caminho, caminho, caminho sobres as pedras desses diferentes caminhos… Caminhos dos Inconfidentes, Caminhos de Ouro Preto – que hoje -, são também meus caminhos!” (Pedras de Ouro Preto – trecho da poesia de Carlos Diamantino Alkmim) Conhecer as cidades históricas de Minas é pura poesia. Poesia registrada pelas máquinas fotográficas e pelos olhares atentos dos nossos estudantes das sétimas séries que aceitaram o desafio de embarcarem no trem da História do nosso Brasil. Poesia que aguçou os sentidos dos nossos estudantes ao percorrerem as trilhas deixadas pelas obras do gênio Aleijadinho, ao se aventurarem na descida até as Minas da Passagem e ao esculpirem suas próprias obras na oficina de pedra sabão, ministrada pelo mestre Diniz. A aventura continua seguindo os trilhos da Maria Fumaça de Mariana à Ouro Preto, onde nossos estudantes puderam saborear a maravilhosa culinária mineira, além de percorrerem os caminhos de pedras até as Igrejas de Nª Sra. do Pilar e São Francisco de Assis, a Praça Tiradentes, e os principais museus de Ouro Preto, lugares fantásticos que ficarão para sempre na memória de todos que participaram desta saída pedagógica promovida pelo Colégio Marista Champagnat. Após visitarem tantos lugares poéticos, nossos estudantes ainda foram surpreendidos com a visita ao Museu de Arte Contemporânea de Inhotim - MG, lugar encantador que integra meio ambiente e arte, de forma instigante e desafiadora. Pela janela do ônibus nos despedimos das montanhas Gerais esperando que outros caminhos nos levem a lugares tão fascinantes quanto às cidades históricas de Minas.

sábado, 27 de outubro de 2012

PEDRAS DE OURO PRETO

Volto a caminhar sobre as pedras, Pedras de Ouro Preto. Pedras sólidas estendidas aos meus pés Que contam histórias a cada passo, Histórias de Liberdades que ainda tardiam. Em quantas pedras pisei e pisarei por aqui? Quantas lembranças ficaram Em minha mente sobre essas pedras frias/quentes? Como sinto a presença do horizonte, o Pico do Itacolomi, Também pedra! Pedras de outros caminhos nos quais meus pensamentos também caminham… Caminhos azul-neblina do céu! Nas janelas abertas como a olhar o tempo, Eu sobre as pedras olho meu tempo nas imagens do herói Tiradentes – edificado em pedra. Assim caminho noite e dia, e ouço sinos, Gargalhadas de estudantes, de turistas distantes, de religiosos, de forasteiros, de bêbados malabaristas, de operários, padres, freiras, de artistas, de gente daqui que diz bom dia! Também, nesses encontros de pedras, assisto ao bailar das asas dos pequenos pássaros ao deixarem seus ninhos, ao bicarem o néctar das flores, Sou flores, sou poesia dos caminhos… Encontro até teias de aranhas que entrelaçam galhos verdes do lado de lá dos muros de pedras, estendidas nos quitais verdes, Como a alinhavar as linhas daqueles tempos… Cores e movimentos que pousam como um milagre no meu olhar de sonhos… E volto a olhar entre pedras as crianças que correm, que caem entre pedras lisas, traiçoeiras, pontiagudas… Mas que se levantam em sorrisos… Sou esperança, sou também criança no caminhar. Sou todo silêncio! E desperto nos cantos dos corais que me encantam, que me emocionam na fé dos altares de ouro. E no leve vento que sopra da serra navega o apito do trem: O Maria-Fumaça que já vai… que já vem… que já vai…que já vem…que já vai… que já vem… Uma fumaça branca dança rumo às nuvens na viagem do trem. Um outro apito: o trem que vai…o trem que vem… E na grande praça coberta de pedras, os soldados marcham, a banda toca dobrados, as bandeiras tremulam suas ideologias, suas paixões, e as vozes se unem no protesto… no aplauso… Enquanto as autoridades sobre pedras, como pedestais, se agraciam com medalhas que reluzem ao sol do meio-dia… Pronunciamentos ecoam no levar dos ventos a edificar outras histórias na grande praça de pedras! E eu caminho, caminho, Caminho sobres as pedras desses diferentes caminhos… Caminhos dos Inconfidentes, Caminhos de Ouro Preto – que hoje -, são também meus caminhos! (Pedras de Ouro Preto – trecho da poesia de Carlos Diamantino Alkmim) *Poema editado no livro “Outros Tempos, Outras Letras”

domingo, 7 de outubro de 2012

O CASAMENTO (JoãoBatista Armani)

O ser humano é uma criatura sociável que necessita do convívio com outros seres para desenvolver-se e por em prática os ensinamentos adquiridos numa permuta constante de experiências, e isso é feito em sociedade. A sociedade como a conhecemos é composta de várias outras sociedades menores que são as famílias. Uma sociedade sadia só existe com famílias sadias. E as famílias principiam no casamento. O resultado natural do amor entre pessoas de sexos diferentes é o casamento, quando se tem por meta o relacionamento sexual e afetivo, geradores da família e do companheirismo. No princípio da relação afetiva o amor-paixão é muito forte suplantando os demais. À medida que o tempo passa, vai perdendo a sua força embora permaneça. É quando surge então o amor-companheirismo, aquele amor que se alegra com a alegria do outro, que fica feliz com a felicidade do outro, onde nos sentimos bem em privar da sua presença, é quando fazemos o bem sem esperarmos retribuição. No futuro, restará apenas o amor-companheirismo que se chamará então Amor Universal. O casamento representa um alto estágio de evolução do ser, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem, independente do tempo de duração deste casamento. Para o espiritismo o casamento se concretiza pelo compromisso moral dos cônjuges e é assumido perante o altar da consciência no Templo do Universo. Naturalmente, o casamento civil é um dever a ser cumprido pelos espíritas, porque legitima a união perante as leis vigentes, que asseguram ao homem e à mulher direitos e deveres. Casar é tarefa para todos os dias, porquanto somente da comunhão espiritual gradativa e profunda é que surgirá a integração dos cônjuges. Allan Kardec já compreendia que a família era um importante reduto para o aprimoramento dos seres, pois reúne ali o ambiente propício para o aconchego, refúgio, ensinamentos básicos para a vida e tantos outros... Questiona então o Espírito da Verdade na pergunta 697 em o Livro dos Espíritos: “Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.” Poder-se-ia dizer então que o espiritismo não é contrário às separações, mas avançando nas pesquisas, em o ESE Cap. 22, item 3, Jesus disse “Não separeis os homens na terra o que Deus uniu nos céus”. A primeira vista parece que uma afirmativa é contrária a outra. Deus une os seres na sua forma mais pura, ou seja pelo sentimento - de coração para coração - a esta união ninguém deve interferir, por ciúmes ou inveja. Quando vemos um casal feliz, desejamos para nós aquela felicidade, e isso é natural. Então para conseguir isso, acreditamos que necessitamos nos relacionar com aquela pessoa. Assim desejamos para nosso cônjuge uma daquelas pessoas. A harmonia existe porque aquelas almas se completam, qualquer uma delas com outra pessoa, a harmonia já não seria a mesma, e a felicidade teria uma intensidade menor. Precisamos entender que para termos a felicidade semelhante a outro casal, não é necessário destruirmos a união do casal, mas tão somente atingir o mesmo nível de harmonização. Àquele casal que já não acalenta mais sentimentos um pelo outro, manter este convívio em casos extremos, pode acarretar males maiores, a separação verdadeira já ocorreu em seus sentimentos, a separação de corpos não será mais que uma oficialização para a sociedade. Na visão Espírita o Casamento pode ser entendido conforme qualificação a seguir: Casual – Primeiro encontro de duas criaturas. Dessa espécie de casamento tem o casal conseguido levar uma satisfatória relação conjugal. Outros casais não se adaptando e não suportando as desavenças, separam-se. Sem dúvida em próxima vida terrena, reencontram-se para uma reconciliação. Provatório - Reencontro de espíritos de diferentes graus de adiantamento espiritual, que no passado desentenderam-se, por isso, voltam a encarnar para superar as provas a que forem submetidos, e progredirem. Expiatório - Em vidas anteriores marido e mulher erraram muito. Reencarnam em novo lar, para corrigir os erros co¬metidos. E um casamento de resgate. Sacrificial - União de um espírito um tanto evoluído com outro menos evoluído com o fim de auxiliá-lo a progredir. Afins - Espíritos evoluídos com sentimentos elevados, que se amam verdadeiramente. Corações afetuosos, juntos com objetivos supremos para, aliados adiantarem-se espiritualmente. Não sabemos em qual categoria nos achamos, mas não existe o acaso, ninguém se acha sob o mesmo teto por mera casualidade. “Deus permite, nas famílias, encarnações de espíritos antipáticos ou estranhos com o duplo fim de servir de prova a uns e de avanço aos outros. Os bons tem campo de trabalho. Os maus se melhoram pouco a pouco com os cuidados que recebem; seu caráter se modifica, os hábitos se melhoram, as antipatias desaparecem. Enquanto, marido e mulher não forem “curados” moralmente, as discórdias conjugais reinarão soberanas, os espíritos trevosos facilmente atuarão com perversidade, separando casais, prejudicando os filhos já desorientados e mal educados. Há a propósito, a história daquele fazendeiro que dizia viver um casamento muito feliz, opinião que certamente não era compartilhada por sua esposa, porquanto ele era um impenitente e truculento machista. Dizia ele é tudo uma questão de começar bem: Quando casamos, após a festança, montei no meu cavalo, botei minha mulher na garupa e partimos em lua-de-mel faceiros. Em dado momento o animal tropeçou e eu disse: - Primeira vez. Continuamos. Mais algumas centenas de metros e o cavalo voltou a tropeçar. Segunda vez - disse eu. Pouco depois, o mesmo problema. Terceira vez. Ato contínuo, desmontei juntamente com minha mulher, passei a mão na espingarda e dei um tiro na cabeça do animal, matando-o. Ela ficou perplexa. O que é isso?! Matar o pobre cavalo, apenas porque tropeçou três vezes! Você é um desalmado, um criminoso!... Enquanto ela extravasava sua indignação eu a olhava muito sério, no fundo de seus olhos. Então, falei forte: Primeira vez! E nunca mais tivemos problemas com discussões. O Espiritismo tem uma grande contribuição em favor da estabilidade matrimonial, mostrando-nos que, a par dos imperativos da Natureza, defrontamo-nos, no casamento, com o desafio da convivência, que faz parte de nosso aprendizado como espíritos eternos. Além da eliminação das “arestas” produzidas pela nossa própria inferioridade, a vida em família é, também, um ponto de referência que nos ajuda a manter o contato com a realidade. As pessoas de nosso convívio apontam nossas falhas, ajudando-nos a corrigirmos os desvios de conduta. Só o amor-paixão, o amor-impulso sexual, é instantâneo. O amor de verdade, o amor-sentimento, é um projeto para a vida toda, e para vingar e frutificar, pede empenho diligente de duas pessoas que podem ter algumas afinidades mas, essencialmente, são diferentes, em múltiplos aspectos - biológico, psicológico, cultural, intelectual, emocional, etc. Os cônjuges, em sua grande parte, não percebem que na associação conjugal, uma alma não se funde a outra; assim, permanecerá cada qual com seus gostos e seus desgostos, caminho afora. Casar quer dizer adaptar-se ou ajustar-se. Casar é ter os mesmos ideais, as mesmas preocupações, os mesmos sentimentos e as mesmas aspirações. Se não há esse entendimento e a convivência vai mal os cônjuges responsáveis, que pensam nos filhos, concordam que é preciso tentar salvar o casamento. Recorrem, então, à religião, aos psicólogos, aos amigos, aos conselheiros matrimoniais. É preciso praticar a caridade no lar para salvar o casamento. A meditação, a oração em conjunto, a procura do bem em toda parte, auxiliarão a paz no lar. Poderíamos defini-la como uma ginástica diária, onde os principais exercícios são: perdão, tolerância, atenção, respeito e renúncia. O perdão é o treino da compreensão. Se procurarmos compreender o familiar, sem o vinagre da crítica, identificaremos em seus momentos menos felizes a simples exteriorização de conflitos íntimos em que se debate, e não nos magoaremos. A tolerância é o treino da aceitação. Cada ser humano está numa faixa de evolução. Não podemos exigir mais do que tem para dar. E ninguém é intrinsecamente mau. E preciso lembrar ainda, que as pessoas tendem a comportar-se da maneira como as vemos. Estar sempre apontando defeitos é a melhor maneira de fazê-los crescer. Identificar pequenas virtudes é uma forma de desenvolvê-las. A atenção é o treino do diálogo. Quando os componentes de uma família perdem o gosto pela conversa, a afetividade logo deixa o lar. É preciso saber ouvir, dar atenção ao que dizem os familiares e, principalmente, reconhecer que nos momentos de divergência eles podem estar com a razão. O respeito é o treino da educação. É grande o número de lares onde as pessoas discutem, brigam, xingam-se e até se agridem, gerando uma atmosfera psíquica irrespirável que torna todos nervosos e infelizes. O problema é falta de auto-educação, a disciplina das emoções, reconhecendo que sem respeito pelos outros caímos na agressividade. A renúncia é o treino da doação. Há algo de fundamental para nós, sem o que nossa alma definha. Chama-se amor! Quantos lares estariam ajustados e felizes; quantas separações jamais seriam cogitadas, se num relacionamento familiar, pais e filhos, marido e mulher, irmãos e irmãs transmitissem carinho com mais freqüência, àqueles que habitam sob o mesmo teto: “Sabe, eu gosto de você!” Há muitas maneiras de dizer isso: um bilhete singelo, a lembrança de uma data, o elogio sincero, o reconhecimento de um benefício, a saudação alegre, a brincadeira amiga, o prato mais caprichado, o diálogo fraterno, o toque carinhoso... Tudo isso diz, na eloqüência do gesto, que gostamos do familiar. Não há nada mais importante em favor da harmonia doméstica. Para tanto é preciso que aprendamos a renunciar. Renunciar à imposição agressiva de nossos desejos; renunciar às reclamações e cobranças ácidas; renunciar às críticas ferinas; renunciar ao mutismo e a cara amarrada quando nos contrariam... Renunciar, enfim, a nós mesmos, vendo naqueles aos quais a sabedoria divina colocou em nosso caminho a gloriosa oportunidade de trabalhar com Deus na edificação dos corações, e recebermos em nosso lar o salário da paz. Com semelhantes exercícios em torno da caridade descobriremos no lar afinidades novas, motivações renovadas, afetos insuspeitados, a garantirem uma vida familiar saudável e feliz. O lar é o laboratório de experiências nobres em busca de avanços morais e espirituais, onde os seres se depuram em preparo para realizações mais elevadas nos Domínios do Criador. Treinamos na família menor habilitando-nos para o serviço à família maior que constituí a Humanidade inteira. Emmanuel nos diz: A felicidade existe sim, porém, para usufruí-la no Outro Mundo, precisamos aqui na Terra admitir “que ninguém pode ser realmente feliz sem fazer a felicidade alheia no caminho que avança”. São José 05/05/2002 Bibliografia: • Um Jeito de Ser Feliz – Richard Simonetti. • Aprendendo Sempre – Jobel Sampaio Cardoso. • Vereda familiar – Thereza de Brito (José Raul Teixeira). • Amor Imbatível Amor – Joanna de Ângelis (Divaldo Pereira Franco).

domingo, 30 de setembro de 2012

ESCOLA

Vem e agradece a Deus a mão piedosa e santa Que, ao fulgor deste altar, te ilumina e consola Aqui, pulsa, imortal, o coração da Escola, Em cuja glória humilde a terra se levanta. Vem e agradece a Deus a salvadora esmola, Dessa fonte de luz que jorra, vibra e canta, Na vitória do bem que se eleva e agiganta Sobre as ruínas do mal em que a treva se isola. Aqui, é o ninho excelso, entre o Lar e a Oficina. Entre e louva a lição que desce cristalina, Do amor que vem do Céu, alto, puro e fecundo... A escola que te educa sustenta a subida E o templo em que o Senhor nos enaltece a vida, Exaltando a beleza e a redenção do mundo. OLAVO BILAC

terça-feira, 11 de setembro de 2012

TUDO UM DIA ACABA (Gabito Nunes)

Meu relacionamento mais íntimo e verdadeiro é com meu tênis. E mesmo assim, nunca é duradouro. Somos parceiros até o fim, até que ele se esfole e desintegre feito pó. Nosso amor é sujo e o laço não foi amarrado para durar. Sem lamentos sertanejos, ele cumpriu sua missão, tudo um dia acaba. Eu não meço esforços para o melhor companheiro. O tênis é o meu cachorro de rua. Eu adoro correr. É quando me sinto dentro da minha pele, é quando tenho certeza que minha alma não vai explodir e sair flutuando de mim, para longe do meu braço dolorido de tanto esticar. A respiração de cada passo sanfona meu espírito, que encolhe e incha, mantendo tudo sob controle, o mais absoluto equilíbrio. De todos os vícios que eu tenho – fumo, café, comida, sexo – é o único que me faz tão bem. Correr, sentir o suor salpicando meu rosto, a dopamina transitando, a camiseta empapada, o som quieto da ação patelar dos joelhos, na companhia singela do meu tênis, as canções. É o momento do dia em que não estou competindo com ninguém, nem comigo mesmo. Embora o exercício suponha algum esporte, e esporte pressinta medalhas e vencedores, não me interessa, isso é entre mim e eu. Trabalhando em equipe comigo, afinal, estamos correndo para lugar algum, fugindo de ninguém. O único passado para trás aqui é o asfalto duro e seco e áspero e escuro, metáfora pra vida. Correr é uma espécie de transcendência. É meditação, é contemplação, é conexão, é aprender a fruir cada coisa por vez. Nada existe, nenhuma cena, obstáculo ou situação, antes de passar pela vida acontecendo em cada pisada. É avançar sobre o tempo, que a esta altura nem é mais tão importante. Correndo, e só correndo, eu entendo o valor do que não pode ser somado, medido, adulterado, apossado. Eu corro para liberar a droga que retarda minha doença degenerativa que é viver, sentir, ser, ter, estar. Às vezes, outros corredores passam na contramão com aquele meio sorriso de reconhecimento, como planetas desconhecidos se cruzando numa órbita comum, dois asteroides anônimos que optaram pela maratona de um homem só. No entanto, a solidão não me alcança, pois, a passos largos, eu me desligo. Na cooperação de um revezamento, é a vez do corpo se mexer enquanto o cérebro dorme. Ao quebrar a última esquina antes da porta de casa, os pés no freio sustando o percurso, parando na calçada final antes da ducha, corcundando as mãos sobre os joelhos, pingando cachoeiras de satisfação, as pernas bambas tentando seguir sozinhas, é aí que o corpo todo dói a melhor dor do mundo. É o mal vindo para o bem. O latejar de cada músculo, de cada nó de veia, de cada sociedade celular, de cada encaixe de órgão, de cada articulação de classe operária, é um alarme pulsante, um pequeno lembrete para onde você deve voltar amanhã. A ansiedade e a depressão não correm mais que eu, que só sei andar rápido quando não tenho pressa. A favorita do meu MP3 Player para longos percursos é “You Can’t Always Get What You Want”, dos rapazes dos Stones. Você não precisa de análises, conselhos ou guias, quando tudo se resume naquele refrão te dizendo Você não pode ter tudo aquilo que você quer. Mas você pode tentar, às vezes. Nem sempre, por vezes quase nunca, você conseguirá as tralhas materiais que cobiça, o patamar social, ou as pessoas que te fazem bem por perto. Elas podem morrer, afogar-se na inconsciência de um Alzheimer, chafurdar em alguma droga, jogar-se de uma janela alta, ou simplesmente decidir que não querem mais ficar perto de você. Tudo um dia acaba. Assim como o tênis velho que, de tempos em tempos, abre espaço para um com cheiro de novo. Que continuará ensinando – andar não significa perseguir.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

HINO NACIONAL

Ouviram-se nas margens serenas do Ipiranga, gritos fortes e estrondosos de um povo valente, num dia em que o sol brilhava com raios de liberdade. No céu aparecia mais uma pátria com seus próprios domínios, a segurança de uma pátria conquistada com os esforços de seus próprios filhos que lutava em busca de liberdade ou de morte. Seus filhos clamavam: “salve nossa pátria amada”. Quando a liberdade tão sonhada desce à terra, no seu formoso céu nasce a imagem de um brilhante Cruzeiro, Um país enorme por natureza, bonito, forte, corajoso, com grande poder onde o futuro transmite essa grandeza. Brasil terra amada! Entre as várias nações és tu uma outra pátria, delicada mãe dos filhos deste solo brasileiro. Deitado eternamente em berço, vivos, alegres, ao lado do mar sob a luz do céu profundo. Brasil, uma flor da América, iluminado pelo sol do novo mundo, com terras enfeitadas, campos floridos e bosques resistentes, o que faz a vida mais amada. Brasil de amor, símbolo do mundo, sua bandeira apresenta estrelada, com o verde amarelo nos dizendo: paz no futuro! Glória no passado! A justiça é sua arma e teus filhos não fogem à luta, morrem por ela. INTERPRETAÇÃO: Cláudio Wilson dos Santos Pereira (Texto escrito em 1994, nos comemorativo da semana da pátria)

domingo, 26 de agosto de 2012

PESCARIA INESQUECÍVEL

Ele tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada. O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente. O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo: Você tem que devolvê-lo, filho. Mas, papai, reclamou o menino. Vai aparecer outro, insistiu o pai. Não tão grande quanto este, choramingou a criança. O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele. Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê o mesmo peixe repetidamente todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado. Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo. Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA. James P.

sábado, 9 de junho de 2012

LEI DISTRITAL Nº 4.837 (BULLYING)

Política de conscientização, prevenção e combate ao bullying LEI Nº 4.837, de 22 de maio de 2012. (Autoria do Projeto: Deputado Cristiano Araújo e Agaciel Maia) Dispõe sobre a instituição da política de conscientização, prevenção e combate ao bullying nos estabelecimentos da rede pública e privada de ensino do Distrito Federal e dá outras providências. O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA LEGISLA¬TIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI: Art. 1º Fica instituída a política de conscientização, prevenção e combate ao bullying nos esta¬belecimentos de ensino das redes pública e privada do Distrito Federal. Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se bullying a violência física ou psicológica, praticada intencionalmente e de maneira continuada, de índole cruel e de cunho intimidador e vexatório, por um ou mais alunos, contra um ou mais colegas em situação de fragilidade, com o objetivo deliberado de agredir, intimidar, humilhar, causar sofrimento e dano físico ou moral à vítima. Art. 3º São considerados práticas de bullying as ações e os comportamentos a seguir descritos, promovidos por aluno ou grupo de alunos: I – agredir física ou psicologicamente, de maneira reiterada, aluno em situação de hipossufici¬ência em relação ao agressor; II – fazer comentário ofensivo à honra e à reputação de aluno ou propalá-lo, inclusive pela internet e por meio de mídias sociais, de maneira a potencializar o dano causado ao estudante ofendido; III – utilizar expressões ofensivas e preconceituosas que revelem intolerância racial, religiosa, sexual, política, cultural e socioeconômica no trato com outros estudantes; IV – praticar, induzir ou incitar o preconceito ou adotar atitudes tendentes a promover o isola¬mento social de aluno; V – perseguir, dominar, tiranizar, incomodar, manipular, agredir, ferir e quebrar pertences de estudantes; VI – danificar, furtar ou roubar bens de alunos; VII – utilizar a internet para incitar a prática de atos de violência física ou psicológica contra alunos. Art. 4º Na hipótese de ocorrência de alguma das práticas descritas nos arts. 2º e 3º desta Lei, a vítima do bullying, seus pais, representantes legais, ou qualquer pessoa que tenha conhecimento dos fatos poderão formalizar a denúncia perante os seguintes órgãos públicos e instituições: I – a direção da escola pública ou privada na qual estejam matriculados os envolvidos na denúncia, sejam autores ou vítimas do bullying; II – a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal; III – o Conselho Tutelar competente; IV – o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; V – a Polícia Civil do Distrito Federal, em caso de atos tipificados como crime pela legislação penal ou ato infracional, conforme disposto na Lei Federal nº 8.069, de 3 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e Adolescente. Art. 5º A direção da escola pública ou privada, ao tomar conhecimento da denúncia de bullying que envolva estudantes sob a sua responsabilidade, instaurará imediatamente procedimento administrativo para apuração dos fatos e das circunstâncias noticiadas, devendo ser concluído o procedimento e adotadas as providências cabíveis no prazo máximo de 20 (vinte) dias corridos. Parágrafo único. O disposto no caput não impede a adoção de medidas administrativas, peda¬gógicas e disciplinares, imediatas e urgentes, pela direção do estabelecimento de ensino, a fim de resguardar a vítima. Art. 6º No âmbito da política de conscientização, prevenção e combate ao bullying na rede escolar pública e privada do Distrito Federal, instituída por esta Lei, fica o Poder Público obrigado a desenvolver as seguintes ações, com o objetivo principal de reduzir a prática da violência nos estabelecimentos de ensino e promover a melhora do desempenho escolar: I – tornar público o debate sobre as principais causas e consequências decorrentes da prática do bullying nos estabelecimentos de ensino; II – realizar pesquisas a fim de identificar os fatores que estimulam e fomentam a prática do bullying nas escolas com vistas à implementação de ações preventivas e repressivas a tal prática; III – capacitar os profissionais da educação pública para a identificação do bullying, possibili¬tando a imediata adoção de medidas administrativas, pedagógicas e disciplinares de desestímulo e combate a tal comportamento; IV – exigir dos estabelecimentos privados de ensino a realização de programas de prevenção ao bullying; V – atender e orientar os envolvidos, seus pais e responsáveis legais, a fim de conscientizá-los sobre as consequências danosas do bullying, além de esclarecê-los sobre as sanções adminis¬trativas e disciplinares; VI – criar mecanismos de envolvimento da família na política de conscientização, prevenção e combate ao bullying; VII – criar registro próprio dos casos de bullying em cada estabelecimento de ensino, de modo a possibilitar o conhecimento e o acompanhamento do problema, proibida a divulgação dessas informações ou de outras que exponham a privacidade de alunos e profissionais da educação, evitando-se a exposição e a estigmatização das pessoas envolvidas; VIII – organizar, em cada escola, conselhos de segurança escolar ou grupos equivalentes, compostos por profissionais da educação, alunos, pais e responsáveis legais, com vistas à realização de seminários, palestras e debates, à distribuição de material didático especializado e à concretização de ações de integração de toda a comunidade escolar na prevenção e no combate ao bullying. Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 22 de maio de 2012. 124º da República e 53º de Brasília AGNELO QUEIROZ

domingo, 3 de junho de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

ENQUANTO ESTOU AQUI...

Mensagem Mediúnica de Maria Rita (de Roberto Carlos) Mais uma vez posso falar que eu estou aqui. E, quando eu estou aqui eu sinto esses momentos... lindos ! Enquanto estou aqui, por permissão divina, posso dizer algumas palavras, no intuito de ajudar um pouco... Nas estrada de santos verdadeiros que encontrei aqui, no mundo espiritual, tenho encontrado o alento e o alimento espiritual que meu ser precisava. Embora sabedora do meu destino, pois a doença de que fui acometida me deixava bem racional quanto ao que estava chegando para mim, a formação religiosa que tive não falava das coisas que tenho visto durante esse tempo de experiência no mundo espiritual. Uma doença desse tipo, o câncer, tem muitas explicações sobre as suas causas...e aqueles que o tem em seu corpo não é apenas por um efeito de karma, razão mais lógica e comum, mas também pelo que sentimos em algumas vidas, no sentido da destruição de nossos sonhos. Mas, na maioria das vezes, segundo esses santos todos, que muito me explicaram, há formas de interrupção do fluxo normal de energia, por interferência de pessoas que mexem com magia negra e outros tipos de manipulação nefasta das vidas alheias, como no caso dos abortos. Mas sempre, sempre, em qualquer das situações causais possíveis, o corpo humano que nos foi ofertado nos auxilia a concluirmos nossos últimos resgates, para uma purgação total dos órgãos relacionados ao sentimento com o qual ele se reabastece na vida humana. Francisco Cândido Xavier tem me explicado muitas coisas. Ele, o maior santo que eu conheci na Terra, depois de Jesus Cristo. Nesta semana me incumbiu de uma tarefa que jamais eu pensaria ter. Esta, de falar ao mundo, de forma mais lúcida do que antes, mostrando que a vida continua... E que existe uma seqüência de passos que temos que dar antes que haja um desfecho de ciclo encarnatório na Terra . Eu estou acompanhando a situação dessa minha mais recente morada física e tenho verificado o quanto as pessoas católicas, evangélicas... mais essas que outras, pois há muitas religiões que falam sobre a vida nos planos espirituais... estão despreparadas para avaliarem as questões relativas aos desencarnes dos seres humanos. Os desencarnes em massa, que estou tendo a oportunidade de assistir, daqui, onde ainda estou desde que saí daí pelas vias do rompimento de um cordão fluídico que me ligava ao meu corpo físico, causam uma movimentação intensa aqui neste plano espiritual. Estive junto às equipes de enfermeiros que atenderam os mortos dos deslizamentos de regiões próximas ao Rio de Janeiro, no Brasil. Socorri muitas vítimas... Isso foi emocionante e triste ! Vi que muitas delas chegavam claras e iluminadas... mas a grande maioria se debatia muito, crendo piamente que estavam ainda debaixo dos escombros e da lama. Sentiam dores e gritavam, mas, rapidamente, nós aplicávamos sedativos espirituais feitos nas colônias espirituais, à base de matérias fluídicas das árvores da Terra e dos fluidos daqui mesmo. Chico Xavier está trabalhando muito na área de preparação, planejamento ou promoção espiritual de alguns grupos mediúnicos de cura, para que possam nos ajudar nos próximos resgates de pessoas desencarnadas, não somente as do Brasil, mas de todos os pontos do globo azul. Demorei muitos meses, se for falar em medida de tempo daí de vocês, para me restabelecer totalmente e entender a vida espiritual da forma mais completa e intensa, como a conheço hoje, mesmo que dela eu tivesse as noções mais prioritárias. As sensações de se 'Morrer'... é algo que pode variar muito de pessoa para pessoa. Quanto mais elas estiverem preparadas, melhor será a sua chegada aqui. Mas se houver raciocínios muito radicais fica mais difícil compreender como se processam as coisas no plano astral. Nesse último terremoto que houve hoje, tive a autorização de viajar no aeróbus com muitas equipes socorristas daqui das colônias que ficam acima da nação brasileira. Lá no Japão existem muitas também, mas os procedimentos deles são baseados em técnicas dos mestres budistas, tibetanos e chineses. Então eles têm outras metodologias e aplicam suas técnicas próprias na recuperação dos espíritos das pessoas desencarnadas, tais como agulhas fluídicas, chás fumegantes de ervas astrais, e entoam mantras, em círculos, com essências aromáticas e fumaças de incensos fluídicos, como os que conhecemos aí. Já as equipes de seres espirituais das colônias do astral do Brasil trabalham mais com passes, imposição de mãos, sonoterapia, cores, música e descanso nos jardins. Hoje vim aqui porque é preciso que saibam que qualquer pessoa que desencarna, mesmo não sendo ela muito iluminada, ou famosa, como não sou e acabei ficando, sendo comum, como todo mundo, podem se reerguer, se curar, aprender, se elevar, se iluminar e então auxiliar, em meio a todas as criaturas espirituais de boa vontade que vivem em dimensão astral até as ordens de remoção para outros lugares do universo. Eu fui convidada porque é preciso que eu avise a todos que me puderem entender e a alguns seres especiais para mim, que conheci aí na Terra... que conheci não é exatamente o termo, mas com quem convivi...pois conhecer eu já conhecia, desde há muitos séculos, quando fui a Condessa de Barcelona... que quanto mais se amar e quanto mais se aprender sobre a vida além da vida, tudo ficará mais fácil. Aí na Terra eu reencontrei o rei de outros tempos, mas não de Barcelona, e sim dos prados verdejantes da França nos tempos dos feudos da Europa Ocidental, e também da Grécia, quando fui pitonisa dos templos de Hécate, antes, porém na Babilônia, quando éramos sacerdotes da linhagem de Abraão e, enfim, em muitas outras vidas. Nesta minha última encarnação precisei sanar de meu corpo astral os últimos resquícios da época em que, sem o desejar, por ter sido freira na Itália, ter engravidado de um cavaleiro sedutor, e ter retirado a criança pelas mãos de um outra freira, que vive hoje na Alemanha e está quase a desencarnar de câncer no útero. Ela tem hoje três filhos que a rejeitaram, como conseqüência dos atos que ela praticou nessa vida como parteira e invasora de vidas pequeninas nos corpos das mulheres da época. Tenho a tarefa especial de acompanhar o seu desencarne que está próximo, para que ela não venha a ser levada para os abismos lá de baixo, os lugares que conheci e nunca mais quero ver em minha eternidade de vida espiritual. Ela pode ser levada por eles, porque são muitos os que ela abortou... Esses espíritos às vezes são mais evoluídos e, então, quando são retirados do corpo da mãe podem até ficar incólumes a essa ação, ou seja, sem dores, sem deformidades astrais. Mas, a maioria fica revoltada e com as seqüelas dessas metodologias de se estraçalharem os corpinhos dos fetos humanos. Ela, por ter tido muitos méritos diante dos supremos tribunais divinos, por ter ajudado muitas pessoas, não somente nessa vida atual, mas em algumas outras, pela lembrança que o seu espírito tinha dos atos que havia cometido, tem a sua consciência mais serena e merece ser transladada para hospitais espirituais. No terremoto de hoje, as criaturas que eu, pessoalmente pude atender, ao lado de irmã Sheilla e várias outras enfermeiras espirituais, foram levadas, algumas, para o interior, ou o astral inferior da Terra... infelizmente. Outras foram recolhidas pelos médicos orientais... e ainda outras por nós, pelo fato de elas terem mais ressonância com os tipos de tratamento ocidental, mesmo os espirituais. Os seres espirituais que são superiores a mim explicaram-me, nessa oportunidade que, os que foram para os planos umbralinos, foram pelo fato de serem aliados de legiões trevosas que já os estavam aguardando. Grande parte da população dos países orientais e asiáticos, segundo Francisco Cândido Xavier, são grupos de seres de outras constelações universais. São tribos de seres que vieram fazer um percurso evolutivo aqui na Terra. Segundo ele, o meu amado amigo de fé, agora, Chico Xavier, esses povos tem tido a prova redentora de se suportarem mutuamente, pois que entre eles mesmos, muitos são inimigos ferrenhos. Por isso a superpopulação e os altos índices de suicídio de jovens e outras classes de pessoas, como operários, principalmente. As lutas marciais das regiões onde essas tribos se congregam se conflituam com a sabedoria de outros povos do oriente. Isso se dá pelo fato de que os mestres maiorais desses planetas de onde se originaram terem se oferecido para habitarem as mesmas regiões, ou proximidades, como Índia, Nepal, aquelas todas as regiões que conhecemos como Tibet, Himalaia, Indochina, etc... Muitos mestres despontaram dessas regiões, por terem sido veneráveis missionários a serviço desses povos recalcitrantes, para que se aplacasse as índoles agressivas e ou mercantilistas, que eram a suas características em outros planetas. Mercantilismo no sistema de tecnologias deles trocadas por favores alquímicos. Quero dizer o seguinte: trocavam projetos tecnológicos por mudanças de patamares de poder com auxílio de magia intergaláctica. Isso agora me dita Mestra Nada. Essas áreas, então, como a Indonésia e as ilhas todas daquelas regiões e também a própria Rússia, Afeganistão, Israel, Paquistão e outros povos da Ásia, são áreas de grandes intempéries, pelas enormes provações que terão que redimir essas tribos de outras galáxias. Aqui no Brasil, segundo me informam, tudo dependerá da compreensão do nosso povo sobre todas as orientações que tem sido dada com relação à aplicação dos mananciais da natureza do planeta. A gente vê o quanto tem se brincado ou desacreditado sobre essas orientações, por pareceram fictícias ou insignificantes. Acontece que ao povo brasileiro foi dada a incumbência de zelar pela sua nação, que é a Terra da Santa Cruz. A Terra da Santa Cruz é a terra brasileira que Jesus e Saint Germain estão preparando para a grande acolhida aos povos sofridos do planeta, que, daqui para frente, estarão rumando para cá, antes de maiores abalos sísmicos. Grande parte desses povos que migrarão para cá tem raízes ancestrais também, como as tem milhares de seres brasileiros. Essas raízes ancestrais são fecundas em conhecimento sobre os poderes dos elementos da natureza. É preciso que se conscientizem disso, meus queridos irmãos ! Jesus tem me explicado que Ele inspira a muitas pessoas sobre se locomoverem para regiões onde possam celebrar a natureza. Pensam que Jesus está longe? Ou que fica distante de nós, dos acontecimentos da Terra? Não... Não é impossível falar com Jesus... Ele está muito mais perto de nós do que todos pensam... Ele é bom e carinhoso, pura ternura e vive sorrindo... Eu vi Jesus, esses dias... quando vimos lá da Colônia Nosso Lar que haveria 'prantos e ranger de dentes' em alguma regiões! Ele desceu numa carruagem de luz ao lado de Mestra Nada. Foi ela mesma que hoje me trouxe aqui. Queriam também que eu viesse falar aqui para que a verdade fique bem pertinho da realidade da vida de vocês, ainda encarnados. Quando ele, Jesus, me viu, ele sorriu e me disse assim: Também fui Rei na Terra, filha! Mas aqui somos todos reis... reis sobre si mesmos ! Existe um rei sim, no Brasil, que pode falar às pessoas que o seu Jesus Cristo tem trabalhado muito, por todas as criaturas de seu mundo. -'Falar de mim muito me alegrou sempre, filha. Mas muito me honraria esse rei falar agora sobre o Amor Universal, enquanto esteja aqui... ' Isso é o que eu mais desejava contar a vocês: Eu vi Jesus Cristo! O Rei dos Reis! E o propósito disso foi dizer a um outro rei: - 'Tem ainda um caminho florido, uma estrada de santos, unidos todos pela causa da luz e do amor, pra você conhecer e para chegar a dizer, sob a inspiração e a condução de um deles, do seu grande amigo de fé, um dia, assim como eu mesma falo pra mim aqui: O importante é que eu muito 'Aprendi' ! Deixo pétalas de rosas vermelhas minhas e de Mestra Nada para esse rei, para vocês e para toda a humanidade! Fiquem com Deus! Muito obrigada! Mensagem canalizada por Rosane Amantéa em 11 de março de 2011, em Londrina- Paraná- Brasil.

sábado, 17 de março de 2012

I N D I F E R E N Ç A


"O mundo é um lugar perigoso para se viver, não exatamente por causa das pessoas que são más, mas por causa das pessoas que não fazem nada quanto a isso". (Albert Einstein)